

Jardim Botânico, 25 de novembro de 2025
Por Redação MCJB
Projeto de R$709 milhões prevê nova estrutura viária à jusante da barragem. A Comunidade do Jardim Botânico defende maior clareza nas etapas do projeto e a realização de audiências públicas para enfrentar os impactos da obra no Jardim Botânico.
O Governo do Distrito Federal (GDF) publicou o Edital de Concorrência Eletrônica nº 90028/2025 para contratar a empresa responsável pela construção da nova ponte da Barragem do Paranoá. A ponte promete uma solução definitiva para o trecho da DF-101 que utiliza a própria barragem como via de passagem desde a década de 1960, em estrutura considerada provisória.
O projeto prevê uma ponte de 855 metros de extensão e 35 metros de largura, com faixas para veículos, ciclovia e passagens para pedestres. O investimento estimado é de R$709 milhões, com disputa de preços marcada para 9 de março de 2026. Após a contratação, o prazo de execução é de 48 meses.
Embora seja uma intervenção de escala distrital, a nova ponte deve afetar diretamente o Jardim Botânico, especialmente o Altiplano Leste. O fluxo vindo do Paranoá terá duas opções de saída:
Moradores da região manifestam preocupação com o possível aumento do fluxo de veículos em um sistema viário que já apresenta limitações, sobretudo nos horários de pico. Eles apontam que, sem obras complementares que ampliem a conexão entre o Lago Sul e o Plano Piloto, a nova ponte pode não gerar melhorias expressivas na mobilidade regional.
O presidente do Conselho de Segurança do Jardim Botânico (CONSEG-JB), Livino Silva, resume o sentimento local: “A comunidade está preocupada com as desapropriações de moradias, com a desafetação de áreas destinadas a equipamentos públicos e com o gasto desnecessário na obra. Nós participamos de reuniões e apresentamos propostas, mas não houve explicação sobre os critérios que levaram à escolha da solução mista, cuja necessidade nós não compreendemos.”
Além das dúvidas sobre o traçado, movimentos de mobilidade urbana alertam para o risco de estímulo ao aumento do uso de automóveis, caso o governo não amplie simultaneamente as alternativas de transporte público e mobilidade ativa.
O pacote de obras inclui:
A iniciativa se soma ao anúncio anterior do GDF, em junho de 2025, sobre a construção de duas novas pontes no Lago Sul, que integram o planejamento viário regional. Uma dessas pontes poderá beneficiar diretamente o Jardim Botânico.
A comunidade e entidades locais, como o MCJB, defendem maior clareza nas etapas do projeto e a realização de audiências públicas. A avaliação predominante é de que a obra pode trazer benefícios estruturais, mas necessita de planejamento integrado, para que não se transforme em um novo gargalo viário ou em uma intervenção de alto custo com baixo retorno social.
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