Coleta seletiva em pauta: MCJB promove reunião com presidente do SLU

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O terceiro encontro promovido pelo Movimento Comunitário do Jardim Botânico (MCJB), no Café Oikos, foi palco para encontrar soluções imediatas para a implementação da coleta seletiva inclusiva na cidade do Jardim Botânico.

Síndicos e lideranças comunitárias reuniram-se na terça-feira (26/05) para um bate-papo com o Secretário de Relações Institucionais (SERINS), Vitor Paulo, o presidente do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Silvio de Moraes, e o então Administrador Regional do Jardim Botânico, Antônio de Pádua. O presidente do SLU, Silvio Moraes, e o Secretário de Relações Institucionais, Vitor Paulo, colocaram-se à disposição da comunidade para dar celeridade à resolução das pautas compiladas no documento entregue pelo Movimento Comunitário do Jardim Botânico. 

O Projeto de Lei 1147/2020, de autoria do Deputado Distrital João Cardoso (Avante), regulamenta a coleta de lixo nos condomínios horizontais pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU). Anteriormente, a medida havia sido criticada durante o café da manhã promovido com o parlamentar, na segunda-feira (17/05) (relembre aqui), devido a coleta proposta ser convencional, fora dos parâmetros ambientais e sociais desenvolvidos no bairro. 

Com a aprovação do PL, o SLU havia iniciado a coleta nos condomínios, mas apenas  a coleta convencional, desconstruindo todo um trabalho comunitário de conscientização ambiental de separação do lixo, além de afetar economicamente dezenas de famílias de catadores que hoje sobrevivem com o material recolhido nos condomínios. 

Após a reunião de 17 de maio, o parlamentar se reuniu com o MCJB, cooperativas e associações de catadores, para incluir aditivos ao Projeto de Lei, a fim de priorizar os contratos com os profissionais da coleta seletiva junto ao SLU.  A ação será detalhada em breve pelo Portal Movimento.

O JB quer a coleta seletiva INCLUSIVA

Sula Muniz, representando o condomínio Estância Quintas da Alvorada, está testando a coleta de lixo realizada pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU), mas não abre mão do serviço prestado pelas cooperativas e associações de catadores.

Sabemos que o SLU está fechando contratos com empresas para realizar a coleta de recicláveis, mas gostaríamos de saber o que é possível fazer para continuarmos com o trabalho da Recicla Mais Brasil neste novo contrato”, afirma.

Os moradores do Jardim Botânico, que não foram consultados durante a elaboração do projeto, temem que seja desfeito todo um trabalho de conscientização ambiental e social na região. O que motivou o MCJB a convidar Silvio de Moraes, Presidente do SLU, para traçar uma solução junto à comunidade e aos profissionais da coleta.

Rose Marques, ex-presidente do MCJB e atual síndica do condomínio Ouro Vermelho I, relata a preocupação com o projeto. “Foram dez anos de trabalho junto aos síndicos da região para mostrar que a coleta seletiva inclusiva não é só recolhimento de lixo. Hoje corremos o risco de perder toda essa evolução, por uma economia em contrato, que significa centavos no rateio entre os moradores”, ressalta.

 

Precisa-se de orçamento

O MCJB está em conjunto com as cooperativas para ampliar a rota de atuação na região, em especial nos bairros que não possuem condomínios fechados, como o Jardim Botânico III e Tororó. O aumento do orçamento do SLU pela Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) faz parte do plano de ações do Movimento. A expectativa é que, em 2022, o Jardim Botânico tenha a coleta seletiva inclusiva em toda a região administrativa. 

Silvio Moraes, Presidente do SLU, reafirma o comprometimento com as cooperativas de lixo, mas relembra que para realizar o aditivo com as que já possuem contrato com o SLU e incluir as que não foram contempladas, é necessário mais recursos. 

Quanto mais vocês trabalharem na coleta seletiva, menos gastos o Governo tem. Quero me comprometer com vocês mais uma vez…quero muito fazer esse aditivo de vocês, mas preciso de recursos, estou correndo atrás e tem deputados que estão comprometidos em fazer isso com a gente”, relata Silvio. 

Local adequado de trabalho

João Santana, Presidente da Cooperativa Ecolimpo, relembra o Secretário de que existem aproximadamente 30 cooperativas sem local para realizar a triagem do material coletado. Ele solicita atenção do Governo para auxiliar estes profissionais a terem um galpão adequado de trabalho. Em resposta, Vitor Paulo prometeu articular uma reunião com o Administrador Regional de São Sebastião para encontrar uma solução para o galpão de triagem da Ecolimpo.

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