Movimento realiza 1º Workshop da Regularização
07/07/2017
Termina o 1º Dia de Workshop
12/07/2017

Comunidade do Mangueiral se revolta com retirada de verbas para construção de escolas

GDF transfere verba de R$ 25 milhões destinada à construção de escolas no Jardins Mangueiral para Riacho Fundo II e população se revolta. AAJM pede revogação do ato.

A notícia, publicada no Diário Oficial no último dia 30/06, pegou toda comunidade do Mangueiral de surpresa. O GDF transferiu para o Riacho Fundo II orçamento de R$ 25 milhões,  destinado à construção de duas escolas e uma unidade básica de saúde no bairro. O fato revoltou os moradores que há anos reclamam do abandono e da falta de investimentos do GDF em equipamentos públicos, mesmo sendo um bairro legalizado.

As reclamações se espalharam pelas redes sociais e ganharam as ruas, gerando um protesto ocorrido no último sábado (08), em uma visita do governador a São Sebastião para entrega de escrituras.

Estamos mobilizados e engajados nessa luta e não vamos desistir enquanto não conseguirmos a revogação do ato e a utilização da verba no bairro”, protestou Paulo Isidoro, presidente da Associação de Amigos do Jardim Mangueiral (AAJM) diretamente para o governador Rodrigo Rollemberg que foi conversar com os manifestantes e prometeu que a Secretaria de Habitação vai tentar achar uma solução para o problema. “Essa transferência se deu por projetos mais adiantados no Riacho Fundo”, tentou explicar o governador para os manifestantes indignados  que não aceitaram a justificativa.

Como já denunciado diversas vezes pelo Portal do Movimento (relembre aqui 1 e aqui 2 as duas últimas matérias sobre o assunto), a maior demanda comunitária do Jardins Mangueiral é a construção de escolas públicas. Considerando Mangueiral, Jardim Botânico e São Sebastião juntos, o déficit de vagas escolares é de 4 mil. Estes alunos excedentes são obrigados a enfrentar transporte para outros locais do Distrito Federal.

O GDF marcou reunião com a AAJM e os secretários da CODHAB e SEGHET para a próxima quarta. “Esperamos conseguir reverter essa situação na quarta, não podemos mais aceitar a ausência de investimentos e equipamentos públicos”, finalizou Paulo.