Transporte de lixo: de problema à solução

Informações falsas sobre lei que normatiza política de resíduos sólidos assustam síndicos. Mas a lei não atinge condomínios residenciais. Antecipando-se, MCJB faz parceria com associação de catadores, reduz custos de transporte para novo aterro e realiza trabalho social.

Entrou em vigor no início de agosto a Lei 5.610, de fevereiro de 2016, que normatiza as políticas de resíduos sólidos no DF e transfere para os grandes geradores comerciais de lixo a responsabilidade de transportar e cuidar do próprio lixo gerado. O SLU, procurado pela reportagem do Portal MCJB, garantiu que a regulamentação não atinge condomínios residenciais que são afetados apenas pela mudança do aterro sanitário para a Samambaia, um pouco mais distante do atual.

A possibilidade de pagar mais pelo transporte não será problema, para os condomínios do Jardim Botânico associados do MCJB. O Movimento, antecipando-se, estabeleceu parceria com a Associação Recicla Mais Brasil que fará a coleta seletiva de lixo no bairro. A instituição está sediada no Paranoá e realiza vários projetos sociais e comunitários com as famílias de catadores da região. A parceria irá gerar emprego e renda para essas famílias e contribuirá com a preservação do meio ambiente, uma vez que haverá triagem e reciclagem do lixo recolhido, além de que o custo será bem mais baixo.

 

 

Primeiro condomínio a aderir

O primeiro condomínio a aderir a parceria foi o Ouro Vermelho 1, um dos maiores da Estrada do Sol e que lançará no próximo dia 26/08 grande projeto de sustentabilidade. O mesmo condomínio foi também pioneiro em substituir lâmpadas de sódio nas suas ruas internas, por lâmpadas de LED, recomendação proposta pelo projeto JB Sustentável, apresentado em 2016 pela Comissão de Meio Ambiente do Movimento e que tem a ambiciosa meta de transformar o Jardim Botânico no primeiro bairro auto-sustentável da América do Sul até 2030 (relembre aqui).

 

Famílias de catadores assistidas pelo projeto

Lixo do Jardim Botânico é um dos mais “ricos”

Segundo os próprios catadores, o lixo dos moradores do Jardim Botânico é um dos mais “ricos”, ou seja, tem maior valor agregado na revenda do reciclado. A parceria estabelece que parte do valor arrecadado seja obrigatoriamente utilizado na aquisição de equipamentos de industrialização de lixos recicláveis específicos, como um triturador de garrafas plásticas para construir tijolos, telhas e até vassouras. Cristiane Pereira, presidente da Associação Recicla Mais Brasil, afirmou que “essa parceria é um sonho que se realiza, temos muita expectativa de aumentar a renda das famílias de catadores assistidas por este projeto”. Segundo ela, poucas empresas recolhedoras de lixo realmente fazem a reciclagem, a maioria simplesmente despeja nos lixões: “Nós não apenas recolhemos o lixo e despejamos no lixão, nós realmente fazemos a triagem e separação do lixo para reciclagem, mas, principalmente, assistimos famílias carentes que dependem do lixo”, completou.

Cristiane Pereira, presidente da Associação de Catadores Recicla Mais, no dia da assinatura da parceria com o Movimento.

 

Catadores na Feira Ambiental

A Associação de Catadores Recicla Mais Brasil participará da 2ª Feira Ambiental do Jardim Botânico, nos dias 2 e 3 de setembro no Jardim Botânico de Brasília (saiba mais sobre a Feira clicando aqui), apresentando os projetos sociais que faz, além do trabalho de suporte às famílias dos catadores do Paranoá. “Temos três projetos, um de conscientização ambiental, outro de doação de brinquedos no Natal e dia das crianças, e um voltado para a alimentação da família do catador, através de doação de produtos do CEASA que conseguimos toda semana”, explicou Cristiane.

Para mais informações sobre a parceria entrar em contato com:

Associação de Catadores Recicla Mais

– Telefones: (61) 3369-2942 / 9 9575-3378 / 9 9191-3344

– Endereço: Quadra 05 conjunto D lote 01 ao lado do SLU – Paranoá- DF

– E-mail: reciclamaisbrasildf@gmail.com

– Site: www.reciclamaisbrasildf.com.br

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