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CPS: o prédio do governo que não consegue o Habite-se.

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Da Redação do MCJB – 17/01/2017

 

O Centro de Práticas Sustentáveis, mais conhecido por sua sigla CPS, está pronto desde 2013. Funcionou precariamente por um ano e fechou por falta de Habite-se no início de 2015. Continua sem o Habite-se, só gera custos de manutenção e comunidade sonha em vê-lo abrigando uma escola.

 

O CPS é um prédio para fins pedagógicos-ambientais e sua construção é fruto de compensação ambiental. Por isso, a gestão é do IBRAM. Situa-se entre o Mangueiral e a DF-001. Ocupa uma área de 10 mil m², tem salas de projeção e de artesanato, cozinha sustentável, amplo auditório, estacionamento e várias áreas para o ensino ambiental, como viveiros para criação de mudas de plantas nativas, sistema de tratamento por zonas de raízes (local onde ocorre a filtragem da água vinda da copa), um telecentro para inclusão digital, com conteúdo ligado ao meio ambiente e uma biblioteca. Tem ainda um reservatório com capacidade para 10 mil litros de água tratada para reuso. Para sua construção foram utilizados bambus e paredes de taipa produzidas com o barro da própria obra, além de madeira de reflorestamento certificada.

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Ambicionada pelos moradores do Jardins Mangueiral para servir de escola, o prédio, de acordo com a legislação, só pode abrigar uma escola de cunho ambiental, pois sua estrutura foi montada para esse fim. Jane Vilas Boas, presidente do IBRAM, explica: “O prédio não tem estrutura para abrigar uma escola pública regular. A ideia é aproveitar o CPS para cursos como viveirismo, guias de trilhas, alimentação alternativa, costura com aproveitamento de recicláveis, manejo de resíduos sólidos, dentre muitos outros”, destacou Jane.

A presidente do IBRAM explicou que dois fatores impedem a utilização do prédio. O primeiro está na demora da emissão do “habite-se”, documento necessário para sua ocupação formal. O  processo havia desaparecido, mas foi encontrado na Administração de São Sebastião. O IBRAM vem trabalhando para obter o documento. O segundo problema está no cálculo final do custo mensal de manutenção, para definição dos projetos que poderão ser aplicados no prédio. Segundo Jane, várias entidades e organizações sociais propuseram parcerias para utilização do prédio, mas, somente após a completa  liberação do prédio, é que os projetos ambientais para a área poderão ser encaminhados.