EDITORIAL: ​Não basta reclamar, tem que ser participante

Por Luiz Saul – 07/10/2015

Conquanto os movimentos comunitários encerrem um conjunto de interesses abrangentes de uma comunidade, são, não raro, conduzidos por reduzidos grupos de voluntários, no mais perfeito afloramento de lideranças que podem pender para o bem ou eventualmente para o mal. Uma vez estabelecidas sem contestação, essas lideranças naturais estarão invariavelmente falando em nome de todos.
Daí, a importância de que se reveste o acompanhamento e a participação de cada membro de tais comunidades, tanto para a necessária fiscalização dos rumos acaso escolhidos para a mitigação das dificuldades, como para a convicção de estar adequadamente representado.
No caso da Comunidade do Jardim Botânico, é importante reconhecer que a participação dos moradores vem ampliando qualitativamente os debates a respeito das demandas gerais e particulares, necessitando, porém, de uma adesão mais expressiva em condições de nivelar o conhecimento de todos a respeito dos problemas da região, e ainda para ensejar a apresentação de sugestões e aconselhamentos destinados à apuração do bem estar geral.
Tratando-se de uma Região Administrativa ainda, e certamente por muito tempo, em construção, o engajamento dos moradores na edificação urbanística, ambiental, social e construtiva da região abrangida poderá representar o melhor pressuposto de um contrato de reunião de esforços de todos para alcançar um fim comum representado por um grupo social ordeiro, seguro, hígido e amistoso em benefício das famílias.
A escolha de participar e principalmente influir na condução das reuniões semanais patrocinadas pela Administração Regional Interina do Jardim Botânico pode implicar renúncia momentânea à zona de conforto e também do convívio familiar. Mas, pode igualmente constituir a melhor oportunidade de inclusão, de fiscalização e de estimulação das melhores escolhas de benefícios reversíveis para si e para a respectiva família.
Sem as presenças dos moradores para contribuir com as demandas do seu convencimento, haverá sempre o risco da adoção irreversível de medidas ou de soluções contrárias às suas expectativas ou, que, passando imperceptíveis pela assembleia, constitua prejuízo à comunidade.
Por outro lado, considerando que as lideranças são depositárias e intermediárias das aspirações dos moradores, as presenças tornam-se ainda mais indispensáveis no sentido de ensejar recolher seus pensamentos, e assim orientar as decisões e o encaminhamento das soluções.
Por isso, é importante reclamar, e mais ainda participar.​
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